Masterchef é conversa de gente doida

– FALTAM CINCO SEGUNDOS!

[passam dois segundos]

– CINCO!

[passam cinco segundos]

– QUATRO!

[passam dez segundos]

– TRÊS!

[passam  mais dez segundos]

– DOIS!

[passam cinco segundos]

– AI MEU DEUS NÃO VAI DAR TEMPO, CORRE RAPAZ!

[passam dez segundos]

– UUUUUUUUUUUUM! Quase não consegue hein?! Precisou fritar a batata, tirar a carne do fogo e empratar enquanto eu gritava os últimos cinco segundos, não sei como deu tempo!

– É PORQUE O RAPAZ TÁ DORMINDO, PORRA! TRAZ ESSE PRATO AQUI NA FRENTE AGORA!

– Aqui chef!

– O que você fez?

– Eu tentei faz-

– Não perguntei o que você tentou, perguntei o que você fez.

– Desculpa, chef.

– VAI CHORAR PORRA?! COZINHAR É ISSO, É PRESSÃO, É GRITARIA!

– Eu sei chef.

– Mas tá muito bom seu prato, você conseguiu traduzir perfeitamente o que é cozinhar: é amor, é delicadeza.

– Obrigado chef.

– Qual foi sua inspiração?

– Lembrei da minha mãe cozinhando pra mim e pros meus oito irmãos na nossa casa de um cômodo no interior do maranhão. Foi minha infância pobre chef.

– E o que você cozinhou pensando nisso?

– Fiz um carré de cordeiro com molho de cogumelo paris e queijo gouda, chef.

– Foi o prato mais gostoso. E todo mundo sabe que o que conta aqui no Masterchef é o sabor.

– Obrigado chef.

– Mas hoje não deu pra você, porque o prato dela tava mais… Masterchef.

erickjacquin

Anúncios

7 indícios que mostram que na verdade Jon Snow fundou uma startup.

1 – Tudo começou no final da temporada passada, na famosa Batalha dos Bastardos. Jon recuperou Winterfell e virou “Rei do Norte”, com todo mundo dando muita moral pro cara que havia feito tanto. Mas será que fez mesmo? Como bem lembrou Sansa no último episódio, quem ganhou a Batalha dos Bastardos foram os cavaleiros do Vale. Um detalhe que Jon Snow não coloca no currículo quando se apresenta como Rei do Norte, quando sai por aí provando nosso indício número 2:

2 – Com seu novo cargo de “Rei do Norte”, Jon Snow passa muito mais tempo dando palestras e pedindo financiamento por aí do que realmente gerenciando o Norte. Clásssico startupeiro.

3 – Apesar de precisar de financiamento (e de um exército), Jon Snow não aceita dobrar o joelho. Ele viu algo que ninguém viu. Ele sabe que todos aqueles gestores dos sete reinos têm o MINDSET limitado e ultrapassado. Mas financiamentos não aparecem tããããão fácil assim. O pessoal quer ver provas de todo esse discursinho. O pessoal quer saber onde estão essas hordas de milhões de whitewalkers. Jon resolve então que vai mostrar 1 (um) whitewalker.

Jon-Snow-jon-snow-33984949-1152-1000

A fotinha em p&b pro linkedin e o cabelinho de empreendedor moderninho ele já tem

4 – Aí na hora de trabalhar, a parte do “Precisamos de um exército” é facilmente substituída por uma equipe de 12 caras. O próprio Jon Snow, um adolescente filho do rei que acha o Jon Snow o máximo, um cara mais velho renegado pela estrutura vigente e que finge acreditar na nova estrutura porque quer pegar a rainha novinha, um cara que claramente tem problemas de relacionamento interpessoal e que por isso ainda não conseguiu se firmar em nenhum emprego e oito outros caras que acham se embebedar no trabalho a maior diversão e acreditam firmemente em discuros religiosos, messiânicos e pirotécnicos.

5 – Quando o trabalho aperta, ninguém parece saber o que está fazendo. A galera se fode e precisa passar um tempão estagnada na mesma tarefa. Sem ilusões de que irão resolver sozinhos, o funcionário mais junior (óbvio) tem que sair correndo pra buscar a financiadora da porra toda, que é obrigada a intervir diretamente e no processo perde um bem de grande valor.

6 – O barco está afundando. A derrota é iminente. Todos estão saindo do projeto no lombo (literalmente) dos recursos fornecidos pela financiadora. Mas Jon não. Jon fica. Ele ainda tem providências para tomar sozinho. Ou pelo menos é o que todo mundo acha, porque já não tem mais ninguém olhando. A verdade é que a hora que a coisa apertou para Jon, apareceu um parente mais experiente, mais preparado, com mais senso de responsabilidade e uma estrutura de emprego formal e salvou a pele dele.

7- Jon não enxerga o que aconteceu como um fracasso, já está chamando a financiadora de apelidinho, baixando a bola e justificando que agora sim que ele precisa mesmo de mais financiamento e apoio. Mesmo tendo dado quase de graça um de seus principais recursos pra concorrência.

Temporada que vem Jon Snow vai aparecer dando aula de empreendedorismo em alguma escola de criatividade hispter, anota aí.


Curiosidade do dia

Conviver com as contradições do cotidiano pode ser muito desafiador para pessoas que gostam de ter respostas prontas e de simples entendimento para tudo. No Brasil então, isso é mais desafiador ainda. Aqui a gente convive com coisas tipo a candidata evangélica do Miss Bumbum (juro, pode procurar) e – assunto em destaque pelo menos até Outubro – as eleições, onde você é OBRIGADO a exercer seu DIREITO DEMOCRÁTICO ao voto.

É nessas horas que você tem que escolher um cadidato. Mesmo porque votar nulo é algo não muito bem visto pelos cidadãos conscientes (pessoalmente, eu acho que existem dois tipos de pessoa no Brasil: as que fazem freela no RH da Odebrecht de 4 em 4 anos pra ajudá-los a escolher seus despachantes… e as que votam nulo). Mas voltando:

Você tem que escolher um candidato. E aí você começa a se informar, a conversar com seus amigos a respeito e a escutar e ler o que dizem os formadores de opinião (pessoalmente, eu acho que para avançarmos como sociedade a figura do “formador de opinião” precisa urgentemente morrer e todo mundo que trabalha com comunicação tem obrigação de ajudar a matar). Mas voltando:

Você tem que se informar. E como vivemos em uma bela sociedade livre onde a informacão circula, você começa a produzir, consumir e compartilhar informação. E é aí que a coisa fica confusa, principalmente para quem não consegue conviver bem com as contradições do cotidiano e precisa de respostas prontas e de simples entendimento para tudo. Pensando nisso, este blog lança a sessão curiosidade do dia, com um fato divertido e uma explicação fácil para te ajudar a consumir informaçães que aparecem por aí.

voceSabia

VOCÊ SABIA:

Que posição política não é torcida e entrevista não é jogo?
Por isso, toda vez que você diz que candidato X “ganhou” a entrevista, quem perde é você.

Um abraço e até a próxima!


E vai começar mais um BBB…

E vai começar mais um BBB!

Muito brother de conteúdo na sua tevê

Como acontece a quatorze edições

Na internet já começaram as reclamações

Gente que discutiu futebol o ano inteiro

Quer os comentaristas de BBB no cativeiro

Gente que vai engrossar o coro de reclamões

Vai virar um spam ambulante nas eleições

 

O argumento é sempre o mesmo

Bradado na internet a esmo

A alienação que este programa vil

Causa nas mentes do Brasil

Os especialistões expõem seu crivo

Desligue a tevê e vá ler um livro!

Mas um tapa na cara desses intelectuais de raiz

É a lista de livros mais vendidos do país

 

Quando vi, senti medo

O primeiro lugar é do Edir Macedo!

Mas não acaba por aí o flagelo

O segundo lugar é do Padre Marcelo

Continuei lendo e fiquei ranzinza

Tem toda a trilogia 50 Tons de Cinza

É, a cultura está mesmo no bico do corvo

Olha o Edir Macedo na lista de novo

 

Pode parecer um pensamento alucinante

Mas ler também pode deixar ignorante

Então é sempre bom refletir e lembrar

Antes de apontar o dedo para julgar

Como raso, alienado e boçal quem curte BBB

Que você lê, gosta e compartilha texto do Duvivier


Uma agência chamada Breaking Bad

Como todas as pessoas que assistiram pelo menos dois minutos e quarenta e cinco segundos dessa bela série televisiva, eu sou um fã de Breaking Bad. Imagine portanto o tamanho da minha emoção quando eu descobri que a série era, na verdade, uma grande metáfora para o cotidiano de uma agência de publicidade, sendo seus personagens os atores dessa rotina eletrizante, emocionante, desgastante e viciante. Acompanhe:

Skyler – o Marketing do Cliente: a personificação do stress, é a pessoa que está com cara de bunda 90% das vezes que você olha pra ela. Além disso, é também aquela pessoa que vai passar metade do tempo te cobrando uma solução pro problema sem mover um dedo pra te ajudar. A outra metade do tempo ela vai passar criticando a solução pro problema que você arrumou. Sem mover um dedo pra te ajudar.

Tuco – o Cliente: demanda entregas impossíveis, manda pessoas da sua própria equipe para a morte, possui um senso de humor completamente sádico e um senso estético muito duvidoso. Na verdade, é um completo psicopata. Precisa falar mais?

Walter Jr. – o Atendimento: Bom coração, no fundo o pequeno Walt só quer fazer parte de uma grande família feliz. Mas a grande verdade é que ele não sabe de nada e passa o tempo todo babando.

Gus – o Planejamento: Acha que entende do negócio. E no fundo pra ele a vida se resume a isso: o negócio. No começo até demonstrava alguma criatividade na hora de resolver seus problemas, mas depois parou de colocar a mão na massa e virou um tremendo chato que vive colocando a equipe em situações potencialmente perigosas.

Jesse – o Designer: Mimadinho, mal humoradinho, se acha o fodinha e pensa que seu trabalho é a oitava maravilha do mundo. Mas no fundo seu trabalho só sai direito porque alguém mais velho, mais centrado e com mais noção do que o mundo realmente é bota a mão pra consertar depois. Porque a grande verdade é que tudo que ele tenta fazer da cabeça dele acaba dando merda.

Hank – o Estagiário da criação: ri de tudo, acha que é o melhor no seu trabalho e que é o amigão da galera, mas a grande verdade é que não sabe de nada do que está acontecendo debaixo do seu nariz e, na hora que o bicho pega, se revela um grande cagalhão.

Os gêmeos – a Dupla de criação: Pagam de fodões, não se relacionam muito com ninguém que não sejam um ao outro e são considerados as pessoas certas pra resolver o problema. Mas no final das contas não passam de dois pau mandados que falham miseravelmente na missão de ensinar alguma coisa pro Hank (estagiário).

Saul – o Administrativo Financeiro: ele pode até rir pra você, ser simpático com você e ser a pessoa que você liga quando precisa resolver alguma burocracia que apareça no caminho, mas não se engane: ou ele vê o dinheiro entrando, ou essa simpatia toda vai embora na hora. Ah, e apesar de estar envolvido nisso até o pescoço, ele não entende direito como esse negócio funciona.

Mike – o Operações: Esse sim sabe como a coisa funciona. Esse sim sabe qual o papel de cada um nesse negócio. Esse sim pode te fuder grandão sem nem mudar o semblante. Mas ele prefere não fazer isso. Esse cara já viu o que acontece quando dá merda e ele prefere que isso não aconteça. Esse cara só quer ir pra casa. Mas vai ser o último a sair.

Walter – o Diretor de Criação: o cara vive uma vida em dois mundos: lida com todos os trâmites venenosos do negócio, tem que lidar com as loucuras da Skyler (cliente), com a alienação do Walter Jr (atendimento), com os chiliques do Jesse (Designer) e por aí vai. Mas ao mesmo tempo é o responsável por uma criação fantástica e é o bambambam do pedaço, o que faz dele a pessoa mais fodona e mais miserável do mundo ao mesmo tempo. Não é a toa que ficou doente.

Breaking Bad – a agência: É um drama. E a gente ama. E quando sai pra tomar cerveja, é disso que a gente fala.


Se essa Copa fosse minha

Eu não sei quem são as pessoas que criam os nomes das “coisas” da Copa não, mas imagino um processo criativo mais ou menos assim:

– Opa, chegou aqui um pedido pra gente criar nomes pras “coisas” da Copa. Primeiro a Bola: tem que ser um nome brasileiro, que represente com perfeição um objeto esférico…

– André Marques.

– Não não. Calma. Não pode ser assim também, tão diretão. Vamos pensar… o que a bola representa. Pra começar, uma coisa que todo mundo gosta…

– Pão de queijo!

– Nah. Muito fraco. Só ia pegar em Minas. Baiano ia preferir acarajé, carioca ia preferir biscoito Globo, Gaúcho ia preferir linguiça… e já viu aquele negócio que paulista come pagando cinco reais e chama de Pão de Queijo?! Desperta até raiva na gente.

– Sim, mas isso a bola também representa né… quando o time joga mal e parece que a bola não quer entrar de jeito nenhum, mata a gente de raiva.

– Pode ter um caminho aí hein? Vamos personificar. Eu sou a bola. Sou redonda, tenho que ser o centro das atenções, desperto sentimentos dúbios nas pess…

– Geise Arruda.

– Boa. Mas acho que não pode ser nome de pessoa assim não né… tem que ser mais genérico.
– Geise Arruda me lembra canhão.

– Tem que ser mais moderno.

– Bazuca.

– Perfeito! Vou mandar pro pessoal do comitê organizador.

[15 minutos depois]

– Ó, acabei de falar no telefone com o pessoal aqui. Diz que no Rio o pessoal amou bazuca, falaram que lembra a cidade e tudo mais… mas parece que na hora do atendimento deles lá mandar pros patrocinadores rolou um erro de digitação, claro né, e ela mandou “Brazuca”. Enfim, eles gostaram e parece que vai ficar esse mesmo.

– Brazuca… brazuca… é, até que não ficou ruim. Tá vendo, atendimento também acerta, de vez em quando!

– Verdade, verdade. Vamos esticar pro bar? A gente continua pensando o mascote lá.

[No bar]

– Opa, pode começar a descer cerveja aí, chefe!

– Vamos lá pessoal: sugestão de mascotes pra Copa. Tem que ser algo que represente o Brasil… seria legal ter uma pegada de ecologia e tudo mais… mas vamos tentar fugir do clichê.

– Hum… que tal uma anta?

– Parece que eles já estão cotando o Latino pra cantar na abertura, então vai ficar meio repetitvo o mascote também ser uma anta. Parece que ele está preparando uma versão contemporânea de “Garota de Ipanema” que vai chamar “Seio à mostra no Leblon”… Enfim, melhor pensar em outra coisa.

– Bom, podemos fazer uma coisa com um cunho político, mas irreverente também né… mostrar  nossa “diversidade”, com duplo sentido e tudo mais… que tal um veado campeiro?

– Putz, acho essa ideia foda, mas parece que vão apresentar o mascote no Fantástico e esse negócio de veado é meio tabu por lá.

– Tô vendo que esse negócio de focar na fauna não tá rolando… vamos expandir um pouco o universo. Vamos pensar em coisas que estão na moda.

– Já sei: um Camarinho amarelo chamado Tchutchatchá. Ia fazer o maior sucesso com a criançada e com jovens do sexo masculino que fazem engenharia em faculdade particular.

– Será? Esse negócio de ser um Camaro pode dar problema com patrocinador né… e sei lá, acho que Camaro não é um negócio com o qual a população em geral se identifica.

– Beleza então: um ônibus chamado Lotadinho. Todo brasileiro ia se identificar.

– Verdade. Mas parece que com esses escândalos na política o PMDB resolveu mudar seu apoio de novo… só que o negócio já está tão cagado que só sobrou o Levy Fidélix pra apoiar, então corre um sério risco de ser aprovado um projeto de aerotrem pra levar a galera pros estádios na Copa… já viu a merda que ia ser pros lobistas se o mascote fosse um coletivo?

[Algumas (muitas) cervejas depois]

– Porra, que foda isso. Beleza então: Dilminha, a onça pintada.

– Eita, voltamos pros animais. Se vamos sugerir Dilminha, a onça, temos que sugerir também, Delta, o tucano.

– Melhor ser apartidário. Vamos juntar essas duas ideias aí e sugerir Vossa Excelência, a cascavel ou Eleitor, a mula sem cabeça.

– Não, não, não. Tá ficando subjetivo demais. Está fugindo muito da referência ao futebol. Vamos ser mais diretos.

– Ótimo. Então que tal um tatu bola?

– Boa ideia! Tudo a ver com futebol. Agora precisamos de sugestões de nome. Vamos ver… o Tatu vive enterrado, é super difícil de encontrar…

– Samúdio, o Tatu Bola.

– Boa. Precisamos de mais dois. Além disso o Tatu é o único animal capaz de se enrolar, e é um bichinho tranquilão.

– Beck, o tatu bola.

– Boa… transmite uma paz né? Só tenho medo da galera esquecer o nome.

– Beleza, falta um. Vamos dar uma pesquisada aqui… ó, diz que o Tatu tem grande presença no centro oeste brasileiro e é uma das espécies mais antigas da nossa fauna.

– Perfeito: Niemeyer, o tatu bola.

– Fechou! Então temos Samúdio, Beck e Niemeyer. Vou mandar pro pessoal. Vai ser sucesso a apresentação domingo!

[Na segunda feira seguinte…]

– E aí, como foi? A galera curtiu os nomes?

– Cara, você não acredita a merda que deu: a galera tinha adorado os nomes, tava tudo pronto pra anunciar ao público… mas parece que bem na hora de falar o Zeca Camargo teve um princípio de AVC e o estagiário que estava registrando os nomes pro povo votar não percebeu… e registrou os barulhos que ele tava fazendo por causa do AVC.

– Caramba, que loucura! E aí?!

– Bom.. aí que as três opções ficaram: Amijubi, Fuleco e Zuzeco.

– Não acredito! Que bosta!

– Ah, tenta pensar pelo lado positivo… pelo menos são nomes que tem cara de uma coisa bem brasileira.

– Ah, é? Cara de quê?

– Cara de gambiarra.


Quem Vigia os Vigilantes?

Abro o twitter nesse fim de domingo e vejo vários links pra uma reportagem da Folha que conta que Rafinha Bastos não estará na bancada do CQC na noite de amanhã. Tudo por causa de uma piada que não destoa em nada das que ele costuma fazer já tem tempos, mas dessa vez a piada ofendeu amigos que têm amigos.

Obviamente, alguém passou a mão no telefone e ligou pros chefes de Rafinha, cobrando uma providência, e eis que ele tomou uma suspensão do programa (até o momento).

Tive a oportunidade de ver Rafinha na TV e no teatro. Na TV a graça passou rápido, à medida que o CQC ia fazendo sucesso, e o humorista foi ganhando espaço e confiança até se tornar grosseiro, arrogante e desrespeitoso. No teatro, gostei de seu espetáculo. Ri de muitas piadas, algumas das quais penso que não acharia tanta graça se ditas na TV por destoarem do “ambiente”.

Quando as piadas de Rafinha (ou qualquer outro) me ofenderam de alguma maneira, xinguei muito no twitter, chamei-os de babaca e clamei por censura. Não satisfeito, eu FIZ a censura: mudei de canal. Desliguei a TV. Dei unfollow no twitter. Não comprei ingressos para seus espetáculos. Ninguém precisa de ninguém censurando que tipo de informação consome em pleno 2011. Os instrumentos de censura estão todos aí à mão, para serem usados com sabedoria.

Mas esse parece não ser o pensamento da maioria dos brasileiros e nem da direção da Band, que resolveu punir seu empregado pela colocação infeliz. Todos sabemos da pressão que a emissora deve ter sofrido para tomar tal atitude, mas tomando essa atitute creio que a emissora cometeu um erro conceitual: implodiu seu programa de maior sucesso.

Obviamente, o CQC vai continuar, vai ter audiência, vai ter anunciantes. Mas acho que Marcelo Tas e sua turma (e a própria Band) vão sentir um pouquinho de vergonha cada vez que lembrarem, com ironia, que o nome do programa é CUSTE O QUE CUSTAR.

(o título desse post é uma referência à graphic novel Watchmen, que, apesar de escrita em outra época e outro contexto, diz muito sobre o nosso tempo).